domingo, dezembro 03, 2006


Desconfio que o papel não é branco…
Que as palavras estão lá escondidas
Que os segredos estão lá ocultos

Desconfio que o destino é uma incógnita
Que talvez não exista
Que seja só “fogo de vista”

Desconfio que acreditar no acaso
Que pensar em coincidências
Que tentar encontrar evidências

(é tão errado como absorver aparências)

Desconfio que és a minha consciência…
Que me fazes duvidar da bonita coincidência

Desconfio que me lavas sem rumo
Que me guias por um caminho dúbio

Desconfio de ti por seres o sexto
Que só cinco me mostraram…
(Quadro de Frida Kahlo)

segunda-feira, julho 10, 2006

Distância e Rumo



Baloiçara desde sempre entre sonhos e pesadelos, entre contos de bruxas e historietas de fadas. Da Cinderela, guardara os sapatos… da Bela Adormecida, abraçara o sono… da Branca de Neve ficara-lhe a mina de diamantes…
Agora, já não baloiça, cortaram-lhe as cordas que a prendiam ao céu e como já lhe tinham cortado as asas, não podia voar… Talvez conseguisse dar um gigantesco salto que a levasse até uma nuvem de algodão doce… mas faltavam-lhe as forças, as pernas entorpeciam em simultâneo com a alma.
Como poderia vencer a distância e ver, com os seus pequeninos olhos, se aquilo que alguém lhe contara era verdade? Pediu ajuda! As vozes de ânimo eram muitas, no entanto faltava-lhe aquele empurrão… aquele que lhe proporcionaria combustível e alimento para continuar a viagem…
(um dia conto se alcançou a nuvem...)

quinta-feira, abril 13, 2006



Segredei ao ouvido
O ruído
Já esquecido
Que o vento levou
E deixou perdido
No tempo ido…

Eram sons,
Sem aparente forma,
Notas soltas,
Música de sensações.
Preces divinas
Sem intenções.
Magia pura,
Com efeito ocasional,
Sem o fim do duradouro,
Do vulgar, do banal…
Foi assim construído
Sem sentido
Um pedaço de vida mortal…

(Quadro de Jackson Pollock)

quarta-feira, março 15, 2006


…Entre letras e reticências…
Descobrem-se
incidências
(co)incidências
(re)incidências





O Amor não é uma escolha… antes uma casualidade - sendo absolutamente sincera não estou certa de que seja uma casualidade, mas tenho provas de que não é uma escolha – ai não é não! Já é conhecido, este meu fascínio, por temas que se relacionem com este fenómeno (mágico… ou não), que possui diariamente imensos corações, (mas que ainda não possuiu o meu) por isso mesmo resolvi armar-me em detective e descobri uma história aqui em Luna, que comprova a minha teoria... ninguém me contou esta história, fui eu própria que assisti, que de alguma forma nela participei (isto de ter a mania de que se é Cupido…) e devo confessar que a princípio me parecia (demasiado) fantasiosa, tinha (demasiadas) semelhanças com os contos de bruxas… perdão, com os contos de fadas, as bruxas, apenas se assumem como personagens principais, na vida real!
As primeiras incidências, coincidências e reincidências deram-se, quando os meus queridos R. e C., tinham os seus 14 anos e uma mentalidade ainda muito jovem… (mas quem é que disse que esta “cena” do amor escolhe idades?). Na época, algum Cupido (garanto que não fui eu… “palavra de escuteira”… não é que eu o seja, mas…) atingiu aqueles dois meninos, que se achavam tão diferentes e mostrou-lhes que apesar das suas divergências, havia entre eles, um íman que os impedia de se manterem indiferentes! Não sei qual dos pólos será mais forte, (ou neste caso qual deles emitirá maior grau de teimosia) mas iniciou-se ali um namoro, que durou (espero não me equivocar) uns curtos três meses! Pois… o menino R. teve, uma crise existencial da adolescência e achou que estava na altura de por termo à situação! A C. ficou desolada, eu fiquei extremamente desiludida e pensei para comigo “macacos me mordam se não te vais arrepender” ora “meu dito, seu feito” (sim... sim, costuma dizer-se “meu dito, meu feito”, mas aqui e agora apetece-me escrever assim!)... Uns (não muito largos) dias passaram e lá estava o R. (quase) implorando pelo perdão da C., mas esta, orgulhosa, não cedeu e lá tive eu (se fosse só eu...) que presenciar longos capítulos, daqueles típicos de amores frustrados, que nos obrigam a dizer palavras como estas:

“…amor... amor daquele que é bom,... que não nos deixa indiferentes a nada do que o outro diga,... amor daquele que nos deixa furiosas e sempre com a resposta na ponta da língua... Ai! Esse amor tu só sentes por ele…”

É que, no meio deste imbróglio, ainda couberam relações com terceiros… e por isso, é que estas (estúpidas e infantis) palavras (para alguns), representaram para o alguém que estava do outro lado linha, (a C.) o eco do seu coração, porque por mais que o negasse, por mais que tivesse tentado acreditar que tinha feito uma escolha e que seria feliz com ela, no fundo, sabia “de um saber cá de dentro”, que quando o amor se torna uma escolha, deixa de ser amor, para se tornar um mero calor… Alguns anos passaram, mas a bebida púrpura, (aquela, que num só trago, transporta para as nossas entranhas todos os sabores e odores do Mundo) ainda lhes (re)luz no olhar…
(Para a D. com uma grande beijoca)

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Vamos lá então satisfazer a curiosidade d stôra digo eu...

filmes/musicais que consigo ver vezes sem conta:

_Música No Coração
_Moulin Rouge
_Fantasma Da Ópera
_Feliz Acaso

séries televisivas que não perco (raramente vejo tv...):

_CSI
_OC
_A Vingadora
_Lost

pratos preferidos:

_Sopas De Bacalhau

_Arroz De Cabidela
_Caril De Frango
_Arroz De Tamboril

Cantinhos que visito:

_strange-land
_bipolar
_sala de fumo
_little_blue_sheep

Sítios onde vivi:
_luna r
_luna i
_luna t
_luna a

Gostava de ir:
_Grécia
_Itália
_Egipto
_México

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Histórias que se ouvem enquanto se (des)espera pelo autocarro


Encontrava-me eu perdida, em mais um dos meus (muitos) devaneios, quando descobri o meu gato azul… O gato que era a chave do conhecimento e que parecia ter resposta para todas as minhas dúvidas e questões.
O Nico, como mais tarde o baptizei, obrigou-me a perceber que confiança tem um sinónimo bem distinto de presunção, que a prima fraqueza e o tio medo estão longe de serem parentes, que a paixão e a amizade podem ser compatíveis, mas que o amor… (oh Nico, porque é que acabamos sempre a falar de amor?) esse é irmão do ódio, tio das incertezas, inimigo da intriga, grande adepto da verdade, companheiro do silêncio e dependente dos corações, sim, porque quando o amor troca o coração pela razão, aí ele deixa de ser amor para se tornar obsessão. (Acertaram! Serei eu assim tão previsível?)
O Nico estava apaixonado, não pela Lua como a gaivota, mas sim, pela gata do meu vizinho, a Tita, está bem, está bem… e eu estava apaixonada (por quem… adivinhem lá?!!) pelo próprio vizinho!
É claro que não posso revelar o nome dele, seria muito constrangedor se ele eventualmente me ouvisse retratar a nossa história de amizade, porque (in)felizmente não passou disso, e o episódio amoroso dos nossos gatos que me obriga actualmente a (sobre)viver com cinco simpáticos bichinhos, que quando chego a casa me recebem bem melhor que o meu marido, pelo menos eles ronroneiam, ao passo que ele protesta o meu atraso alegando: “Hoje joga o Benfica, fiquei de estar às 21:30 no café, são 20:45 e ainda vou ter que esperar pelo jantar…”, são estes os momentos em que eu não compreendo por que me casei, se a experiência não me tivesse já demonstrado que ele só fica assim quando joga o seu “glorioso”… mas quer me parecer que não era bem isto que eu vos estava a contar pois não??? (devo confessar que nem sou casada… terei eu tido, alguma visão profética sobre a minha vida?!!). Voltando ao meu animalzinho azul, ele tinha de facto uma forte atracção pela Tita, fenómeno esse, que o levou a fugir de casa por três vezes e me levou a mim, ao total desespero durante as suas longas ausências, uma separação por mais de vinte minutos, é já para mim um drama, imaginem então, quando ele desapareceu por exactamente, vinte e um minutos e dois segundos! Depois de muito procurar, percebi que a Isa do apartamento D, se tinha apoderado do meu bichinho, da namorada do meu bichinho e como não poderia ter deixado de ser, do fabuloso proprietário da namorada do meu bichinho!
Muito civilizadamente, resolvi impor os meus direitos… o pior, foi quando percebi que só poderia reivindicar a posse do meu gatinho (e mais tarde de quatro fofinhos felinos), tive portanto que dizer bye-bye ao vizinho!

(para a Anusca)

quinta-feira, janeiro 05, 2006

(des)encontros


“Jamais esquecerei o dia em que ouvi pela primeira vez alguém cantar “To live is to die”… e as inúmeras ocasiões em que me repetiste isto! A tua consciência da morte, do término, era assustadora para uma mente inquieta como a minha, que tinha a ânsia de descobrir um elixir que prolongasse todas as alegrias pela imensidão da eternidade!
Hoje, quando voltei a ouvir aquela música, já que de ti não voltarei a ouvir nada apercebi-me que muitos poetas, prosadores, músicos e cantores, estão certos quando afirmam que a eternidade é possível, graças às palavras e é por isso mesmo que estou neste momento a escrever-te esta carta, porque quero ser eterno para ti!”


Chegava eu a casa exausta, após um árduo dia de trabalho, quando me deparei com uma carta algo estranha entre as outras que havia retirado instantes antes da caixa do correio, aquele envelope branco cujo selo era uma fotografia minha (ainda a preto e branco, muito antiga portanto) vinha envolta num perfume cujo odor me era familiar, mas que de momento não estava a reconhecer…Abri-a de imediato e mal vislumbrei a primeira letra, senti uma lágrima a tocar-me o rosto, não eram só letras, eram pedaços de alguém que há muito eu não via, de alguém que me tinha marcado, de alguém com quem eu tinha aprendido o que era a alegria, a felicidade, a esperança e a vida! Aquelas palavras eram do meu irmão, não irmão de sangue, mas irmão de alma, de espírito e que por motivos alheios à vontade de ambos há muito que se não cruzava comigo…
Estava eu a debater-me para alcançar uma forma de o encontrar, quando a campainha tocou, eras tu e eu fiquei deveras feliz, simplesmente por te olhar! Depois de um longo e saboroso silêncio, seguiu-se um abraço apertado e minutos de conversa que se prolongaram até hoje! É que fiquei com tanto medo de te perder, que agora, nem eu parto, nem tu me deixas partir, o passado mora lá… e nada se repetirá!


(dedicado ao Joey)

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Sonho de Natal


Conheci há tempos uma menina, cujo verdadeiro nome nunca soube, todos lhe chamavam Luna e por isso eu também a tratava assim, sem me perguntar qual seria o seu verdadeiro nome, pois gostava dela e achava que aquele nome lhe encaixava na perfeição! Luna era muito distraída, acho que lhe chamavam Luna precisamente por isso… Mas tinha um hábito, talvez estranho para alguns, adorava imitar as renas do Pai Natal, desde muito jovem, todos achavam graça à forma como colocava as suas pequenas mãozinhas gorduchas ao pé da cabeça e franzia os lábios, mas aquilo que desconheciam é que a petiz acreditava convictamente que algum dia seria uma rena!
No último Natal em que a encontrei segredou-me algo, que eu julguei no momento ser uma simples fantasia (como se alguma vez tivessem sido criadas fantasias simples…), contou-me que no dia anterior tinha estado a conversar com o Pai Natal, Sim! Isso mesmo, que o Senhor se tinha deslocado da Lapónia propositadamente para a conhecer melhor e que o mesmo, a tinha convidado para passar a véspera de Natal na sua companhia… Devido à minha ignorância, após ter ouvido estas palavras não pude conter uma sonora gargalhada e a pequena, enfadada, disse-me num tom de voz bastante intimidativo: “Ai não acreditas em mim, Blue? Então amanhã, esconde-te no cantinho da sala perto da janela e vais ver se não me vês ao pé do Pai Natal!”.
Não resisti, no dia seguinte lá estive eu à espreita, duvidava muito da veracidade daquela história, mas preferi comprovar se não seria possível uma criança realizar o seu sonho… Qual não é o meu espanto, quando avisto o trenó e dou conta, que uma das renas tinha imensas semelhanças com a Luna! Achei que os meus olhos me iludiam que o sono se tinha apoderado de mim, até que o Pai Natal em pessoa se dirigiu a mim e disse: “Sei que também tiveste o secreto sonho de um dia seres rena, que achas de um contrato de 30 anos? E Talvez possamos renová-lo!” Perante isto o meu coração de criança falou mais alto que a razão e aceitei o convite, esclarecendo, que dali a 30 anos já estaria muito cansada para continuar, e sabem o que me respondeu o mais famoso velhinho das barbas brancas? Que já é Pai Natal há mais de 200 anos e que ainda se sente pronto para mais uns tantos!!!
Não espero que acredite nas minhas palavras, espero sim que acredite nos seus sonhos!
(dedicado ao msk)

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Palavras



Quero falar
Receio ouvir
Sinto-me a perder
O mapa a seguir…
A astronomia não me diz nada!
A geografia, também não!
De passagem por esta estrada
Nada acontece em vão…

Estas palavras soltas
(Por vezes loucas)
Parecem confusão
Mas são retratos inacabados
Do que me passa pelo coração

São letras
São notas
Mensagens talvez
Apelos ao Mundo
Para que nasça outra vez


Palavras são retratos de quem tenta pintar com a alma o que lhe passa pelo coração.

(Quadro de Jackson Pollock)

terça-feira, dezembro 06, 2005

if i could just for a moment imagine your face
shining above all human race
if i could embrace you in this night
ill let you cry on my shoulder
ill make you feel like its alright
if i could, id stop time
just for a little while
id kiss you in this dark
heal the wounds
erase the scars´
we can make the pain go away
and if i couldid take the chanceid take the risk
id fly away
so far away
youre so special to me
wanna make you see
that we can fly togheter
above the sky fly away
so far away
so you can see
youre so special to me
lets fly away far away
you make the pain go away

Joey
(Bem, este poema não é da minha autoria, mas foi escrito por alguem que me pediu que o publicasse neste cantinho...) =)

sábado, dezembro 03, 2005

Carrinhos e Colares...


Hoje em dia é muito vulgar, em época natalícia, ouvirmos as criancinhas dizerem: “Papá, papá já escrevi a cartinha ao Pai Natal! Pedi-lhe imensas prendinhas e até lhe pedi aquele carro telecomandado que vi ontem na televisão!”, ou ouvirmos as senhoras a dizerem no café: “Oh querida, tenho a certeza que neste Natal, o meu marido me vai oferecer aquele colar lindíssimo, que lhe sugeri a semana passada!”.
Acho deplorável, que actualmente o Natal não passe simplesmente de um fenómeno consumista, uma ocasião, em que as empresas aproveitam, para recuperar da crise económica, sofrida durante o ano. O marketing e a publicidade conseguiram destruir o verdadeiro espírito natalício!!
Grande parte das pessoas já se esqueceu dos sentimentos que deveriam comandar os nossos corações, nesta quadra que um dia foi bela... A união, o amor, a amizade, não passam de palavras, cujo significado muitos parecem ter esquecido, ou mesmo desconhecer.
Os presentes podem até servir, para demonstrar afecto, mas é preciso não esquecer que o afecto não se mede em euros!

sábado, novembro 19, 2005

Continuo...




Sonhei tanto…
Agora aconteceu
Sei que aconteceu
Sinto que aconteceu

Mas, continuo insegura
Continuo duvidosa
Continuo receosa
Continuo ansiosa

Queria falar-te…
Queria dizer-te…
Queria contar-te…

Falar-te do passado!
Dizer-te o que sinto!
Contar-te o que desejo!

sábado, novembro 05, 2005

A Estória da Gaivota Que Se Apaixonou Pela Lua (...E Que Me Ensinou A Voar)


Conheci a gaivota que me ensinou a voar numa noite de lua nova, de lua azul, como ela tanto gostava de lhe chamar. Estava eu a procurar algo para olhar, quando ela se acercou a mim e disse:
-Não procures! Olha para cada estrela e repousa momentaneamente o teu olhar sobre cada uma delas…
A princípio não percebi muito bem a intenção daquela gaivota que falava comigo, como se há muito me conhecesse e enquanto eu pensava nisto ela interrompeu o silêncio, que até então se fazia sentir e disse como se adivinhasse os meus pensamentos:
-Não penses! Contempla!...
Mas quem julgava ela ser para em mim mandar? E eu nem sequer lhe conseguia ripostar… E assim se passou uma noite, a que se seguiram muitas outras, noites silenciosas, de vagos pensamentos, mas de profundos sentimentos!
Certa noite resolvi trocar as estrelas pela gaivota… e reparei em como os seus olhos brilhavam sempre que se cruzavam com um raio lunar. Tomei coragem e disse-lhe sem pensar, mas dizendo o que pensava:
-Tu estás apaixonada pela lua! – Ao que ela respondeu com o sorriso mais lindo que eu alguma vez vira:
-Apanhaste-me, pequenina! Anda, vou levar-te até ao mar!
-Como é que me vais levar ao mar? Eu não sei voar!
-Para voar não é preciso Saber, é preciso Crer!
Obedeci prontamente, acreditei, cerrei os olhos e voei!
Nessa noite visitámos o mar, as estrelas, o sol, o mundo dos sonhos e o das certezas… Então e a lua? Devem estar todos a pensar… não era suposto falar se da lua? Era, de facto era, mas a gaivota, tímida não a conseguira visitar! Sabem, acho que ela tinha medo de se magoar… Mas eu disse-lhe:
-Amar é como voar basta Acreditar! – Não obtive resposta e demorou muito tempo até eu voltar a encontrar o rasto daquela gaivota…
Uma noite vislumbrei a lua, estava azul e vi reflectido no vidro uma frase… “Amar não é difícil, o difícil é dizer que se ama!” Abri a janela e encontrei um fino papel negro que vinha acompanhado por uma rocha lunar, nele lia-se:
“Pequenina
Obrigada por me ensinares a amar, contigo percebi o erro que tantas vezes cometi, amar com a razão e pensar com o coração!”
(foto "roubada" no blog do antonior)

segunda-feira, outubro 31, 2005

Sonho...



Quando o dia raiou
Quando o Sol nasceu
Quando a hora chegou
Quando o momento se deu
Quando eu te senti
Quando eu me aproximei
Quando eu te vi
Quando eu te toquei
Quando tu apareceste
Quando a tua voz ouvi…
Quando a nuvem surgiu

Quando o Sol se escondeu
Eu nada temi
Sabia-te ali tão perto
Que o até então deserto
Se tornou o livro aberto
Que um dia eu descobri
Era uma história linda
De príncipes e princesas
De fadas muito belas
De Pajens e Cinderelas
Quando a história li
Lembrei-me logo de ti
Quando a história findei
Acordei e pensei
Como é que eu acreditei,
Na história que sonhei?...
Acreditei, porque recordei
Que contigo já sonhei
E agora que te encontrei
O meu sonho concretizei!



(Quadro de Gustav Klimt)

quinta-feira, outubro 20, 2005

Momentos...


Há momentos em que tudo parece tornar-se num infinito e indelével vácuo… Momentos em que nos sentimos desiludidos por percebermos que não somos imunes ao sofrimento… Momentos em que sentimos a tristeza de (pre)sentirmos que vivemos livres numa prisão… Momentos em que (ironicamente) sentimos que o sentimento é efémero.

Porque sofremos então?

Há momentos em que a nossa vida parece criar uma outra dimensão, uma dimensão que nos separa, nos afasta de nós próprios, da vida, do outro... o que nos permite um isolamento quase real das injustiças e atrocidades a que diariamente assistimos. O ruir desta muralha, conduz-nos à implacável condena, à corrente cósmica que une cada um de nós, ao abrigo de todos...

Ao Amor!

segunda-feira, outubro 17, 2005



adopt your own virtual pet!

sábado, outubro 15, 2005

Final (in)feliz


Estás ausente do meu presente…
Estás retido no meu passado!
Quero transportar-te para o futuro,
Quero manter-te a meu lado!
Sinto-te distante,
Mas vejo-te de bem perto…
E, num pequeno instante…
Tudo se tornou um deserto!
O meu olhar perdeu-se,
A nossa amizade deteriorou-se…
A minha vida mudou
E com uma marca ficou!
Uma lembrança deixaste,
Da história que não terminaste,
Por isso termino-a eu,
E o final será…
Aquele que o destino lhe deu!

terça-feira, outubro 04, 2005

Invasão...




Esta tristeza que me invade
É desmedida e intensa
Será fruto da idade
Ou resultado da sentença?
Este grito que me invade
É deveras assustador
Será o eco da verdade
Ou manifestação de dor?
Esta solidão que me invade
É escura e silenciosa
Será mera passagem
Ou permanecerá dolorosa?
Este frio que me invade
É arrepiante e desmedido
Será falta de agasalho
Ou coração desprotegido?
Este pesadelo que me invade
É companheiro da noite
Será sombra da minha alma
Ou o presságio da meia-noite?
Este mal que me invade
É pesado e diferente
Será medo do que sinto
Ou engano da minha mente?

quarta-feira, setembro 28, 2005

(So)rir...


Rio sonoramente
Porque o riso não me prende
Sorrio prolongadamente
Porque quero sorrir eternamente

Sorrio do momento
Sorrio da situação
Rio com a alma
Rio com o coração

Rio quando quero chorar
Rio quando quero desabafar
Sorrio para as feridas não revelar
Sorrio para felicidade alcançar

Sorrio com sinceridade
Sorrio com serenidade
Rio com intensidade
Rio com vivacidade

(So)rio por necessidade!





terça-feira, setembro 20, 2005

Uma estrada, uma melodia, uma vida





Cordas partidas
Notas desafinadas

Músicas perdidas
Arrastadas no nada
Instrumentos esquecidos
Em memórias passadas
Imagens indefinidas
Turvadas pela estrada
Neste caminho longo
De curvas e subidas
Onde os agudos e os graves
Conduzem a recaídas
As setas nas ruas
Ou são escassas ou erradas
A sorte levou-me a esta...
Ela indica-me o norte
Indicar-me-à a sorte?


(Quadro de Gustav Klimt)

quarta-feira, setembro 14, 2005

Cada um... cada qual...


Acredita em cada um dos teus desejos
Bebe cada um dos teus minutos
Compartilha cada uma das tuas alegrias
Desabafa cada uma das tuas dores
Espera por cada momento
Fantasia cada um dos teus pesadelos
Guarda cada pôr-do-sol na tua memória
Habita cada coração que conquistes
Ilude cada uma das tuas sensações
Jura apenas a ti próprio
Luta por cada um dos teus sonhos
Maravilha-te com cada sorriso que recebas
Nasce sempre que algo de novo descubras
Olha por cada um dos que te rodeia
Prova a cada hora que és único
Quebra cada obstáculo que encontres

Revela cada um dos teus sentimentos
Sorri para cada olhar que com o teu se cruze

Tenta concretizar cada uma das tuas utopias
Usa cada segundo para contagiar outros com a tua felicidade
Vive cada dia de espírito aberto
Xota cada uma das tuas mágoas
Zanga-te apenas contigo por cada erro que cometas

domingo, setembro 11, 2005

Hoje...


Hoje não sinto
Hoje não pressinto
Hoje não penso
Hoje não falo
Hoje não reclamo
Hoje não conto
Hoje não digo
Hoje não escrevo
Hoje não sonho
Hoje não sou eu
Hoje, somos nós!
Hoje sentimos alegria
Hoje pressentimos paz
Hoje pensamos no céu
Hoje falamos no mar
Hoje reclamamos amor
Hoje contamos segredos
Hoje dizemos poesia
Hoje escrevemos fantasia
Hoje sonhamos vida
Hoje, só por hoje...
Somos perfeitos
Hoje, só por hoje...
Sabemos amar
Hoje, só por hoje...
Não vamos lutar!
Hoje, so por hoje...
Vivamos sem nos matar!

(Quadro de Gustav Klimt)

quarta-feira, setembro 07, 2005

Penso....



Penso e repenso
E o meu pensamento
Não para de mudar
Repenso e penso
E o meu pnsamento
Não para de me atormentar
Penso e repenso
E o meu pensamento
Não para de me assustar
Repenso e penso
E o meu pensamento
Não para de me castigar
Penso e repenso
E o meu pensamento
Não para de me transtornar
Repenso e penso
E o meu pensamento
Continua no momento
Em que o tempo o deixou perdido
Em que o tempo o deixou esquecido
Em que o tempo o deixou adormecido
Não ao pensamento,
Mas ao meu coração dorido....

Por favor...



Pediste-me...
Pediste-me por favor
E eu cumpri
Fiz-te o favor
Fiz-to...
Fiz-to mesmo sabendo que estava a trair o meu amor
Fiz-to sem te questionar
Fiz-to sem te censurar
Fiz-to mesmo sabendo que me iria magoar
Fiz-to sem te odiar
Fiz-to sem me vingar
Fiz-to mesmo sabendo o que me iria custar
Fiz-to sem te criticar
Fiz-to sem pensar
Fiz-to mesmo sabendo que hoje não me iria perdoar

quinta-feira, setembro 01, 2005


Será a Música...
Um poema sem letra
Uma folha vazia
Um coração limpo
Uma alma pura
Um espírito faminto
Uma mente sedenta
Uma voz de poeta,
Entoando o momento
Uma ideia leve
Uma nota solta
Uma mão livre
Um salpico de tinta
Uma palavra íntima
Um som perdido
Um sentimento esquecido
Um reencontro enternecido...
Uma paz esperada
Uma guerra findada
Um pássaro voando
De volta do nada
Uma alegria oculta
Um silêncio violado
Uma noite ao luar,
Contigo a meu lado
Uma solidão surda
Um grito mudo
Uma brisa amena,
No agitado mundo...


(Quadro de Van Gogh)

quarta-feira, agosto 31, 2005

Muda...


Surpreende-me…
Ultrapassa-me
Supera-me
Conduz-me

Transforma-te
Mascara-te
Melhora-te
Purifica-te

Evolui
Morre
Renasce
Cresce
Envelhece
Vive
Aprende

Mas,
Quando me apareceres…
Quero ver-te sem te olhar
Quero perceber-te sem te ouvir
Quero sentir-te sem te tocar
Quero que um pensamento…
Chegue para te abraçar
Não posso mais sentir o vazio
Nem o fastio
Nem o (penoso) desafio
Em que se tornaram as palavras…
Em que se tornaram as lembranças…
Em que se tornaram os sentimentos…
Que o teu coração insiste em revelar
(Quadro de Gustav Klimt)

segunda-feira, agosto 22, 2005

Um lugar... O meu lugar


Fantasio alegrias
Alegro sonhos
Sonho magias
Magico utopias
Iludo…
Folhas de papel!
Conto-lhes,
Os infortúnios
As ironias
Os monólogos
As ilusões
Os desejos
As preces
As lágrimas
E as lamentações
De um lugar,…
Um lugar de sensações
Um lugar de sentimentos
Um lugar de invenções
Um lugar de arrependimentos
Um lugar de desculpas
Um lugar de recordações
Este, é o meu lugar
O lugar onde sou livre,
O lugar onde posso voar…



(Quadro de Van Gogh)

De que gosto eu?...


Ele gosta dela
Mas ela gosta daquele
Aquele que gosta daquela
Mas aquela gosta de ti
Tu gostas de mim
Mas eu…
Eu não sei!
Não gosto de ti
Nem dele
Nem daquele
Não gosto de alguém
Gosto da solidão
Gosto do silêncio
Gosto da noite
Gosto de me deitar no chão
Gosto de monologar
Gosto de ver um pássaro voar
Gosto de dormir
Gosto de pensar
Gosto de ouvir o canto do mar
Gosto de sonhar
Gosto de fantasiar
Gosto de iludir
Gosto de criar
Gosto de escrever
Gosto de relatar
Gosto de viver
Gosto de amar
Gosto...


(Quadro de Van Gogh)

domingo, agosto 21, 2005

Bola de Fogo


O Planeta está arder e não é devido ao amor que une os homens, talvez seja mais, devido à paixão que certos indivíduos nutrem pelo dinheiro... sim, dinheiro algo que nos dias que correm, acaba por ter um valor, unicamente simbólico e cuja troca se baseia na confiança que depositamos em entidades bancárias e governativas... É asolutamente ridículo o fenómeno que manipula toda a máquina social que nos envolve actualmente e com a qual cooperamos por vezes involuntariamente.
Quantas são as ocasiões em que nos perguntamos como é que se alcançou um ser tão perfeito?... Talvez a maior imperfeição do Ser Humano seja mesmo o facto de nos julgarmos perfeitos, únicos, dignos e donos de um Planeta VERDE e PURO, mas que persistimos em destruir!
A Terra transformou-se numa esfera em fogo, não só devido às inúmeras
guerras que decorrem neste momento, mas também devido aos incêndios que lavram no nosso e em outros países.
Actualmente é a
guerra do/pelo ouro negro que atormenta a cabeça e a carteira das pessoas, mas será que a guerra pela água, por uma árvore, por oxigénio, não as atormentará ainda mais?

sexta-feira, agosto 19, 2005



Web Counters

quinta-feira, agosto 18, 2005

Triste Lembrança



Perdoar
Esquecer
Desculpar
Guardar
Ressentir
Lembrar
Desculpo mas não esqueço
Guardo mas não me ressinto
Lembro...
Lembro e lembrarei,
A lição que me ensinaste
O pedaço de mim que roubaste
A falsidade com que me trataste
A amizade que não me demonstraste
A dignidade que não me revelaste
A ferida aberta que em mim deixaste
(Quadro de Jackson Pollock)

domingo, agosto 07, 2005


(Quadro de Amadeo de Souza Cardoso)

sábado, agosto 06, 2005

Ausência...

Bem, talvez este post seja desnecessário, uma vez que a ausência nota-se, sente-se, não precisa de ser anunciada.... De qualquer forma fica aqui o anúncio, nos próximos dias não haverá novos posts!... Aposto que estão com imensa pena não é?!! Divirtam-se e naveguem muito pela blogosfera!... *blue moon

sexta-feira, agosto 05, 2005

Uma Vida pode marcar a diferença...


A Vida pode não ser um mar de rosas.... Mas uma Vida é sem dúvida uma rosa num mar!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Fantasias ao Luar




Preciso…
Preciso de ti
Preciso de mim
Preciso de nós
Preciso da nossa união
Preciso da nossa amizade
Preciso das nossas palavras
Preciso do teu apoio
Preciso da tua teimosia
Preciso da tua persistência
Preciso da tua força
Preciso das nossas aventuras
Preciso das nossas conversas
Preciso dos nossos conflitos
Preciso de alguém…
Alguém que me confronte
Alguém que me provoque
Alguém que me enfrente
Alguém que me guie
Alguém que me conforte
Alguém que me desafie
Alguém que me faça viver
Alguém que me faça lutar
Alguém que me faça pensar
Alguém que me faça existir
Alguém que me faça sonhar
Alguém que me faça sorrir…
Preciso de alguém…
Que faça a minha alma florir!

terça-feira, agosto 02, 2005

Ser como o Chocolate




Se cada um de nós nascesse com um prazo de validade tal como o chocolate quando é confeccionado a vida seria muito menos desgastante... Viveríamos cada dia ao máximo porque saberíamos que um dia tudo iria terminar! Todos nós sabemos que um dia morreremos, mas muitas vezes acabamos por nutrir a esperança de que isso não aconteça, ou de que a morte não seja um fim, mas sim uma etapa ou um princípio!
Quando saboreamos um pedaço de chocolate, tentamos faze-lo lentamente, porque sabemos que ele acabará, que se estragará... por isso tentamos que aquele momento de prazer dure para sempre... Com a vida passar-se-ia o mesmo, caso conhecêssemos o nosso prazo de validade...

domingo, julho 31, 2005

Um Mundo Adormecido


Não sei…
Não sei o que dizer
Não sei o que pensar
Não sei o que escrever
Sinto-me perdida,
Confusa
neste deserto,
Em que se tornou a vida!
Acordo e penso
Um dia diferente
Deito-me e penso
Um dia igual
Estou cansada…
Cansada da normalidade
Cansada da fatalidade
Cansada da desigualdade
Cansada da falsidade!
Canso-me de dizer não
De ser do contra
De ter espírito de contradição,
Mas não quero ser normal
Não quero ser banal
Não quero ser leal...
A lealdade neste Mundo,
Não parece ser com o bem
Parece ser com o mal!
O bem é uma fantasia
O mal uma realidade
A paz é uma utopia
A guerra uma verdade
Para um Mundo adormecido,
Qual será o prazo de validade?

(Quadro de Jackson Pollock)

sexta-feira, julho 29, 2005

A Volta da Vida





A vida dá voltas,
Voltas e voltas
Que o Homem não sonha
Que o Homem não pensa
Que o Homem não conta
A vida dá voltas…
Como uma bola
Como uma roda
A vida dá voltas…
O Homem envelhece
O Homem cansa-se
E um dia…
O Homem adormece
Um dia como muitos,
Ou diferente talvez…
Porque nele, tudo acontece
De uma só vez!
Um dia passou
Uma vida voou
Um Homem recuou
Uma lembrança ficou…
Um dia passará
Uma vida voará
Uma mulher recuará
Para um lado de lá…
Não sei onde é
Não o conheço
Mas um dia saberei,
Que lá, não será um começo!
Será talvez um regresso,
Ao antes do berço…
(Quadro de Salvador Dali)

quarta-feira, julho 27, 2005

Realidade ou Ilusão?

A Realidade pode ser o que nós desejarmos... Acreditamos que a realidade é o Mundo em que vivemos, porque fomos instruídos desde sempre para acreditar nisso e estranhamos quando alguém contesta esta ideia. Mas quem estará certo?
Neste quadro, o que será real?... Quando olham para esta imagem o que é que visualizam? Eu vejo uma figura feminina, outros talvez contemplem um arrepiante esqueleto!
A Realidade é subjectiva, tal como a apreciação de um obra de arte... Cabe a cada um de nós estipular qual a Realidade em que pretende viver e qual a ilusão com que deseja sonhar!
(Quadro de Salvador Dali)

segunda-feira, julho 25, 2005

Amanhecer...




O fim de um ciclo, por mais doloroso que seja, é sempre benéfico, pois comprova que um outro será iniciado e que com ele virão também novas emoções, sensações e experiências, umas mais positivas do que outras, é certo, mas todas servirão como instrumento de estudo na escola da vida…
Tentarei lutar pelo mesmo fim de sempre, a felicidade… Apesar de considerar, que a plena felicidade não passa de mera utopia, todos podemos ter momentos felizes e infelizes... Tentemos apenas que em cada amanhecer o sol esteja mais brilhante que no anterior, este brilho deve ser emanado pela nossa alma e reflectido em cada olhar!

sábado, julho 23, 2005

(Pre)Sentir



Divino?
Feminino?
Maternal?
Previsão transcendental?
Não mentes,
Não enganas,
Apenas sentes,
Ou pressentes!
Verdadeiro
Intrigante
Fantástico
Extravagante
Superas tudo
Superas todos...
Astrólogos,
Futurólogos,
Tarólogos,
És meu.
Só meu.
Pertences-me
Comandas-me
Diriges-me
Destino? Não!
Sonho? Não!
Fantasia? Não!
Serás mera coincidência?
Obrigo-me a acreditar que não!


(Quadro de Kandinsky)

Guernica


Guernica não retrata somente a Guerra Civil Espanhola, retrata também, a desunião, a desigualdade e a falta de compaixão, que ainda hoje, após muitas guerras continuam bem patentes no nosso quotidiano...

(Quadro de Pablo Picasso)

União

Ninguém
Alguém
Tudo
Nada
Ninguém não existe…
Pois existe sempre alguém…
No silêncio
Na solidão
Na escuridão
Na tristeza
Há sempre alguém!
Tu,
Ou eu…
Mesmo quando sozinhos,
Somos alguém!...
Sentimos,
Pensamos,
Lembramos,
Rimos,
Choramos, …
Somos alguém
Somos gente
Estamos vivos!
Somos humanos
Mas, não somos
unidos








(Quadro de Van Gogh)

Esperar para Lembrar


Palavras e lembranças…
Voam como as esperanças!
Espero a paz
Espero o amor
Espero por ti,
E pelo teu calor
Espero desesperadamente
Que o meu eternamente
Não seja unicamente esperar!
Espero lembrar de me lembrar:
Das palavras
Das lembranças
Das esperanças
Que um dia sonhei, pensei, desejei…
Mais tarde recordar
Espero ansiosamente
Que o meu futuramente
Não seja simplesmente lembrar!
Espero nostalgicamente
Que o meu presentemente
Não seja somente desejar!
Espero o futuro
Vivo o presente
Recordo o passado
Sem ti ao meu lado,
Mas na esperança de te encontrar
Palavras e lembranças
Voam como as esperanças
Tenho por isso que vos registar
!

sexta-feira, julho 22, 2005

Amizade

Nem todos te alcançam,
Mas todos te desejam
Nem todos te respeitam,
Mas todos te exigem
Nem todos te valorizam,
Mas todos de ti fruem
Todos de ti precisam,
Todos por ti e de ti vivem!
Amizade...
Tesouro valioso,
Nem sempre protegido,
Presente piedoso,
Nem sempre merecido.
És música na alma,
Prisão no pensamento,
És justiça terrena,
És o meu alento!

A Descoberta...


A amizade é o tesouro mais valioso que o Homem pode encontrar... A dificuldade do fenómeno reside mesmo é na descoberta!...
Amigo é uma palavra muito em voga nos tempos que correm, talvez por isso, seja vulgarmente usada para caracterizar qualquer um e não o verdadeiro!
(Quadro de Salvador Dali)

terça-feira, julho 19, 2005

Desejo








Bailarina de dia
Maestrina de noite
Comandada de dia
Livre e repentina pela noite...
Pura ao luar
Mascara-se ao primeiro raio solar
Porque não sois vós uma menina?
Linda, transparente,
Qual diamante reluzente!
Sem adjectivos ou objectivos

Sem angústia ou malícia
Possuindo apenas sonhos, certezas,
Repleta de extraordinárias belezas!...
O perfume das rosas,
Onde está ele?

Não o sinto...
Embora há muito procure por ele!
Sinto o suor frio da persistência,
Na procura pela existência
Porque viver não é existir
Porque falar não é sentir
Mas,
Porque escrever é pensar
Porque desejar é amar
Porque procurar é tentar
Eu escrevo-te
Eu desejo-te
Eu procuro-te



(Quadro de Paula Rêgo)

O porquê...










Escrevo...
Escrevo para mostrar que a vida é um jogo no qual a única regra é,
Acreditar...
Acreditar que não existem medos
Acreditar que tudo é possível
Acreditar que não se pode dizer nunca
Acreditar que o fracasso não existe, porque de tudo se pode aprender
Acreditar que um sonho é um objectivo
Acreditar que a morte é a penas o término do sonho
Acreditem!
Sonhem!
Vivam!
Lutem!
(Quadro de Pablo Picasso)

Paz


Não é possível vivermos a guerra sem acreditar no amor, ou viver o amor esquecendo a guerra...
Esperemos então pela Paz, só assim se falará apenas em Amor!
(Quadro de Pablo Picasso)

segunda-feira, julho 18, 2005

Acreditar

Ele faz de conta que a ama
Ela faz de conta que o sente
Tu fazes de conta que lutas
E tu, fazes de conta que vences
Todos fazem de conta que pensam....
Então, e eu?
Eu, faço de conta que acredito!
O segredo é acreditar!
Acreditar em sonhos
Sonhar fantasias
Fantasiar alegrias
Alegrar corações
Orar pelas multidões
Condenar escravidões
Escravizar ilusões
Iludir sensações...
Se sentir dor
Pense em amor
Se sentir frio
Pense em calor

sábado, julho 16, 2005

Qual o fim?


Se a vida é uma escola, a felicidade o fim para o qual estudamos, os professores todos aqueles que nos rodeiam, qual a utilidade desta aprendizagem no final da nossa existência?...
Talvez seja o facto de pudermos sentir uma enorme paz na nossa alma e na nossa consciência!
(Quadro de Van Gogh)

Tempo


O tempo... esse maldito que é o único que me pode libertar, mas que eu não posso dominar, alterar, controlar, mudar, ou comandar... Se eu fosse senhora do tempo, acho que acabaria por não o castigar, a vida sem tempo é como o dia sem noite, o homem sem amor, a Natureza sem fogo, uma planta sem água, uma estrela sem luz... O tempo dirige, determina, cura, revela-nos os nossos limites, destapa os nossos erros, descobre os nossos sentimentos. É amigo e inimigo, depende da forma como com ele lidamos, convivemos e não como o usamos ou gastamos... O tempo não é algo descartável que adquirimos por aí numa das nossas repentinas sedes de consumo, não pode ser tratado com indiferença, ele será para nós o que nós formos para com ele!... Se formos falsos, pessimistas e egoístas, ele será o mais poderoso dos demónios, possuindo-nos sôfrega e velozmente, se formos verdadeiros, coerentes, optimistas e generosos, ele será curto ou longo, mas sempre pacífico....
(Quadro de Salvador Dali)

Horizonte

Escuridão

Sou incapaz de fugir-te!
Estás sempre presente
Mesmo, quando ausente!
Um dia...
Poderei contemplar-te eternamente!
És inerente à vida
Determinas a morte
És por vezes esquecida
Será essa a tua sorte?
A tua? Ou a minha?
Persegues minha alma,
Torturas meu pensamento,
És lembrança perdida...
Submetes-me ao silêncio,
Solidão maldita!
Noite, foste atingida...
O teu sol foi demasiado tardio
O seu brilho atrasou-se...
Ficou retido pela paixão
Mais tarde pela multidão
Amor, salva-me!
Salva-me desta horrível escuridão!
Acorda-me,
Guia-me,
Ilumina-me,
Liberta-me,
Desta...
Prisão!

Letra

Leve
Livre
Móvel...
Mas sempre...
presente!
No pensamento
No firmamento
No espírito e no seu envolvimento

sexta-feira, julho 15, 2005

tentativa de arte

As férias podem não ser apenas um tempo de vácuo mental... Por isso mesmo, apesar de estar rodeada de uma grande desorganização, encontrei um tempo e um espaço ideais para levar letras livremente até à alma e não ao olhar de cada um...