
…Entre letras e reticências…
Descobrem-se
incidências
(co)incidências
(re)incidências
O Amor não é uma escolha… antes uma casualidade - sendo absolutamente sincera não estou certa de que seja uma casualidade, mas tenho provas de que não é uma escolha – ai não é não! Já é conhecido, este meu fascínio, por temas que se relacionem com este fenómeno (mágico… ou não), que possui diariamente imensos corações, (mas que ainda não possuiu o meu) por isso mesmo resolvi armar-me em detective e descobri uma história aqui em Luna, que comprova a minha teoria... ninguém me contou esta história, fui eu própria que assisti, que de alguma forma nela participei (isto de ter a mania de que se é Cupido…) e devo confessar que a princípio me parecia (demasiado) fantasiosa, tinha (demasiadas) semelhanças com os contos de bruxas… perdão, com os contos de fadas, as bruxas, apenas se assumem como personagens principais, na vida real!
As primeiras incidências, coincidências e reincidências deram-se, quando os meus queridos R. e C., tinham os seus 14 anos e uma mentalidade ainda muito jovem… (mas quem é que disse que esta “cena” do amor escolhe idades?). Na época, algum Cupido (garanto que não fui eu… “palavra de escuteira”… não é que eu o seja, mas…) atingiu aqueles dois meninos, que se achavam tão diferentes e mostrou-lhes que apesar das suas divergências, havia entre eles, um íman que os impedia de se manterem indiferentes! Não sei qual dos pólos será mais forte, (ou neste caso qual deles emitirá maior grau de teimosia) mas iniciou-se ali um namoro, que durou (espero não me equivocar) uns curtos três meses! Pois… o menino R. teve, uma crise existencial da adolescência e achou que estava na altura de por termo à situação! A C. ficou desolada, eu fiquei extremamente desiludida e pensei para comigo “macacos me mordam se não te vais arrepender” ora “meu dito, seu feito” (sim... sim, costuma dizer-se “meu dito, meu feito”, mas aqui e agora apetece-me escrever assim!)... Uns (não muito largos) dias passaram e lá estava o R. (quase) implorando pelo perdão da C., mas esta, orgulhosa, não cedeu e lá tive eu (se fosse só eu...) que presenciar longos capítulos, daqueles típicos de amores frustrados, que nos obrigam a dizer palavras como estas:
“…amor... amor daquele que é bom,... que não nos deixa indiferentes a nada do que o outro diga,... amor daquele que nos deixa furiosas e sempre com a resposta na ponta da língua... Ai! Esse amor tu só sentes por ele…”
É que, no meio deste imbróglio, ainda couberam relações com terceiros… e por isso, é que estas (estúpidas e infantis) palavras (para alguns), representaram para o alguém que estava do outro lado linha, (a C.) o eco do seu coração, porque por mais que o negasse, por mais que tivesse tentado acreditar que tinha feito uma escolha e que seria feliz com ela, no fundo, sabia “de um saber cá de dentro”, que quando o amor se torna uma escolha, deixa de ser amor, para se tornar um mero calor… Alguns anos passaram, mas a bebida púrpura, (aquela, que num só trago, transporta para as nossas entranhas todos os sabores e odores do Mundo) ainda lhes (re)luz no olhar…
(Para a D. com uma grande beijoca)